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Robôs Humanoides no Brasil: quem já usa
Atualizado em
Robôs Humanoides já são usados no Brasil em universidades, institutos de pesquisa, escolas e centros de formação ligados à indústria, principalmente para ensino, pesquisa e testes de aplicação industrial. Abaixo estão os casos com fonte pública, cada um com instituição, modelo, uso e a data da notícia.
Eu reuni aqui só o que tem notícia publicada. Cada nome leva você direto à fonte.
Escola SESI RN
Em abril de 2024, a Escola SESI RN apresentou o uso do robô humanoide NAO, da SoftBank Robotics, no apoio ao desenvolvimento acadêmico e social de alunos com autismo e TDAH.
- Modelo
- NAO (SoftBank Robotics)
- Uso
- apoio a alunos neuroatípicos
- Data
- Fonte
- SESI RN
Udesc
A Udesc, em Joinville, recebeu em dezembro de 2024 o primeiro robô humanoide da universidade, um Unitree G1, para ensino e pesquisa em interação humano-robô e aprendizado de máquina. Em dezembro de 2025, a universidade recebeu mais dois Unitree G1 e um Unitree H1-2.
- Modelo
- Unitree G1; depois mais dois G1 e um H1-2
- Uso
- ensino e pesquisa
- Data
- (chegada em 20/12/2024);
- Fonte
- Udesc; ND Mais
inTera
O inTera, instituto de pesquisa de Manaus, estruturou em janeiro de 2026 uma frente de robótica humanoide e hoje reúne mais de dez robôs de fabricantes como UBTech, Unitree e AgiBot, em pesquisas de voz em português, visão e manipulação.
- Modelo
- mais de dez robôs (modelos não informados)
- Uso
- pesquisa aplicada e pilotos
- Data
- Fonte
- SIMMMEM, coluna Mais Negócios
SENAI-MS
O SENAI de Mato Grosso do Sul recebeu dois UBTech Walker S2 em julho de 2026, em Campo Grande, para formar alunos e desenvolver aplicações industriais em tarefas repetitivas e de maior risco.
- Modelo
- 2 UBTech Walker S2
- Uso
- formação e aplicações industriais
- Data
- Fonte
- Enfoque MS (release Fiems/Senai)
IME
O IME, do Exército Brasileiro, apresentou um Unitree G1 no desfile de 7 de setembro de 2026; no instituto, o robô é usado em ensino e pesquisa, sem previsão de uso em operações, segundo o Exército.
- Modelo
- Unitree G1
- Uso
- ensino e pesquisa
- Data
- Fonte
- Terra
FPFtech
Em setembro de 2026, a FPFtech, em Manaus, apresentou um Unitree G1 que reproduz e aprende movimentos humanos, em pesquisa de teleoperação; entre os usos estudados estão intralogística e inspeção.
- Modelo
- Unitree G1
- Uso
- pesquisa em teleoperação e aprendizado por imitação
- Data
- Fonte
- Blog do Mário Adolfo, texto da FPFtech
Onde os robôs humanoides atuam no Brasil
Nos casos com fonte pública, o uso se concentra em quatro frentes:
- Ensino: formação de alunos na Udesc, no IME e no SENAI-MS; a FPFtech planeja levar o robô aos seus programas de formação.
- Pesquisa: inteligência artificial, controle de movimentos, interação humano-robô, visão computacional e aprendizado por imitação, na Udesc, no IME, no inTera e na FPFtech.
- Indústria: aplicações em tarefas repetitivas e de maior risco no SENAI-MS; o inTera e a FPFtech estudam usos em linhas de produção, intralogística e inspeção.
- Apoio a estudantes: o NAO da Escola SESI RN ajuda alunos com autismo e TDAH a praticar habilidades sociais.
Boa parte desses projetos ainda está em fase de pesquisa aplicada e de pilotos, como o próprio inTera descreve os seus.
Qual foi o primeiro robô humanoide do Brasil?
A Udesc, em Joinville, recebeu em dezembro de 2024 o primeiro robô humanoide da universidade, um Unitree, e a imprensa o noticiou como o primeiro do país. O pioneirismo depende do critério, e várias instituições já usam humanoides.
A Escola SESI RN, por exemplo, já usava o NAO, um humanoide educacional, em abril de 2024, e o Sistema Fiems anunciou os dois Walker S2 do SENAI-MS como inéditos na América Latina.
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